
São mais de dez mil polícias revoltados e vão sair à rua, no próximo dia 14, em protesto contra o Governo. A manifestação alastra a todo o País e terá o ponto mais alto no Terreiro do Paço, em Lisboa – com os vários representantes sindicais, da PSP e GNR, a entregarem abaixo-assinados no Ministério da Administração Interna.
Estão contra a perda de regalias na assistência à doença e contra o novo regime de aposentações.
Promete ser uma das maiores manifestações dos últimos anos e prevê concentrações, para além de Lisboa, em frente aos governos civis do Porto, Faro e Coimbra; e em frente aos edifícios dos governos regionais dos Açores e Madeira, em Angra do Heroísmo e Funchal, respectivamente.
O objectivo dos sindicatos, segundo adiantou ao Correio da Manhã António Ramos, presidente do Sindicato dos Profissionais de Polícia, da PSP, é “reunir os polícias em serviço, nos locais de concentração mais próximos, de todos os distritos do País”.
“Já temos mais de dez mil assinaturas, recolhidas no último mês, e pretendemos juntar muitas mais até dia 14.” E quanto à GNR, através dos cerca de mil associados da Associação Socio-profissional Independende da Guarda, também deverá comparecer em força nos vários locais.
De fora fica a Associação Sindical dos Profissionais de Polícia, da PSP. “É um sindicato que sempre nos ignorou e dá a sensação de representar associados que não têm os mesmos problemas que os outros”, afirma António Ramos.
E o que os polícias querem é “ver pagas as idas a Tribunal e as horas extraordinárias, de noite e dia, por exemplo”. “Os polícias são os funcionários públicos que recebem pior – e com pior regime de saúde, mas o ministro [da Administração Interna, António Costa] não tem nem cinco minutos para nos receber”, lamenta.
APRESENTAÇÃO
No mesmo dia, o secretário de Estado da Administração Interna, José Magalhães, disse estar para breve um novo regime de indemnização aos polícias atingidos em serviço – e que já foram iniciados os concursos para aquisição de coletes antibala e modernização das armas utilizadas.
José Magalhães falava ontem na inauguração de uma nova esquadra da PSP, em Aveiro.
Fonte: Correio da Manhã


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