Conheça a posição da CDHOA sobre a situação dos detidos na prisão de Guantanamo. "O terrorismo, pela negação da vida, valor supremo da humanidade, deve ser combatido sem tréguas e sem compromissos, sob pena de minar os alicerces das democracias, nomeadamente quando recorre ao terrorismo suicida."
"Ainda Sobre o Terrorismo
Guantanamo: Inércia, Vergonha e Retrocesso Civilizacional
Foi recentemente tornado público o Relatório das Nações Unidas sobre a situação dos detidos na prisão de Guantanamo, no qual são tecidas duras críticas à actuação dos EUA e seus apoiantes à forma como são tratados os detidos.
Concretamente são postos em causa os métodos de investigação bem como as condições físicas e morais dos detidos, aliadas à recusa de visitas aos detidos.
Como recomendação máxima, destaca-se a recomendação de encerramento da prisão de Guantanamo a curto prazo.
É certo que os terroristas são criminosos internacionais, com cuja actuação não se podem compadecer as nações e os povos livres, nem os defensores dos direitos humanos. O terrorismo, pela negação da vida, valor supremo da humanidade, deve ser combatido sem tréguas e sem compromissos, sob pena de minar os alicerces das democracias, nomeadamente quando recorre ao terrorismo suicida. A apologia da morte, qualquer que seja a perspectiva recompensatória extra-terrena, é a negação da nossa própria existência como homens.
Sabemos que o terrorismo germina no terreno fértil da opressão, da marginalização e da discriminação, alimentado pelos fundamentalistas religiosos e por políticos sem escrúpulos.
Mas não é possível recorrermos aos métodos terroristas, ao terrorismo de Estado, para combater os terroristas; lutar na batalha do terrorismo com os seus meios, e os seus princípios, será o fim da civilização, o retorno à barbárie, ao olho por olho e dente por dente.
Seria um retrocesso civilizacional sem precedentes na história moderna e contemporânea.
Às nações civilizadas impõe-se a luta contra o terrorismo e demais inimigos da liberdade e democracia, com as regras da liberdade e da democracia, e sobretudo fazendo desaparecer a opressão, a marginalização, e a discriminação dos povos que geram os terroristas, não os excluindo da partilha das riquezas da humanidade.
João Senra da Costa - CDHOA"
Fonte: Ordem dos Advogados


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