sexta-feira, junho 27, 2008

Diário da República

Assembleia da República
Nona alteração à Lei n.º 21/85, de 30 de Julho (Estatuto dos Magistrados Judiciais), e quinta alteração à Lei n.º 13/2002, de 19 de Fevereiro (Estatuto dos Tribunais Administrativos e Fiscais).
Assembleia da República
Altera o Código do IVA, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 394-B/94, de 26 de Dezembro, e procede à sétima alteração ao Decreto-Lei n.º 347/85, de 23 de Agosto.
Ministério da Defesa Nacional
Actualiza e altera as taxas pelos serviços prestados pelos órgãos e serviços da Autoridade Marítima Nacional nos portos.
Tribunal da Relação de Lisboa
Publicação de reeleição do presidente Luís Maria Vaz das Neves, efectuada no Tribunal da Relação de Lisboa em 5 de Junho de 2008.
in DRE

quinta-feira, junho 26, 2008

PGR quer um procurador para cada juiz no tribunal

Pinto Monteiro queixa-se de falta de paridade entre MP e juízes

O procurador-geral da República, Pinto Monteiro, quer que na nova organização dos tribunais exista um procurador do Ministério Público por cada juiz. "O quadro de magistrados do Ministério Público junto de cada um dos tribunais deve ser adequado e proporcional ao dos respectivos juízes. E devem, além disso, ser observados critérios de paralelismo entre as duas magistraturas", pede o procurador num parecer do Conselho Superior do Ministério Público enviado ao Governo, e a que o DN teve acesso.

"A proposta [do Governo] pode ir contra a Constituição, que coloca as magistraturas em paralelo. Com este mapa, isso não acontece, há uma centralização da magistratura judicial. O que se pede são mais meios para o MP, ou seja que em cada tribunal, para um juiz haja um procurador", explicou ao DN o advogado João Correia, membro do CSMP, que aprovou o documento, que arrasa com a proposta do Ministério Público para o novo mapa judiciário.

Esta proposta é a resposta de Pinto Monteiro (figura máxima do CSMP) ao mapa judiciário do Governo, que, segundo disse já no Parlamento, "comete graves atentados a um Estado de Direito Democrático, tem alterações perigosas, põe em causa a igualdade entre as duas magistraturas e ainda dificulta o acesso dos cidadãos à Justiça".

"As questões respeitantes à implantação territorial e à composição dos quadros do Ministério Público devem constar deste lei", pode ler-se no documento. "Isto, por razões de princípio, derivadas da pertença do Ministério Público à casa da Justiça, como participante que é, de acordo com a Constituição, no exercício do poder judicial. Mas também por razões práticas, a fim de que não perdurem cenários de desfasamento entre o número de juízes e de procuradores".

Pinto Monteiro apresentou igualmente uma proposta de reorganização da estrutura do Ministério Público que espalha os Departamentos de Investigação e Acção Penal (DIAP) pelo País. Ou seja, propõe a criação dos chamados DIAP de Comarca, com secções instaladas nos municípios que estejam sedeados os Juízos de Instrução Criminal e os de Grande Instância Criminal, com competência na direcção da investigação da criminalidade mais grave. Pinto Monteiro considera ainda que o facto de a península de Setúbal estar incluída no distrito judicial de Lisboa leva a "uma pior execução dos serviços prestados pelos tribunais de 2ª instância", ou seja, pelo Tribunal da Relação de Lisboa.

Por Filipa Ambrósio de Sousa, in DN Online.

Subsídio para fardas há 20 anos congelado

Desde 1989 que os agentes da PSP e da GNR recebem 1100 escudos (5,5 euros) para subsídio de fardamento, embora uma camisa seja agora sete vezes mais cara. Segunda-feira, as estruturas sindicais reúnem-se para agendar acções de protesto

Agentes recebem cinco euros mensais desde 1989...(!!!)

Há quase vinte anos que o subsídio de fardamento da PSP e da GNR não é actualizado. Os cerca de mil escudos de 1989 permanecem nos 5,5 euros, mas o preço da roupa e acessórios subiu pelos menos sete vezes. Os gastos acima daquele valor são descontados no ordenado-base dos agentes. Há já quem tenha sido alvo de um processo disciplinar por trabalhar com as calças rotas. Na segunda-feira, várias estruturas sindicais das diferentes forças de segurança vão reunir-se para ponderar formas de luta contra esta e outras "injustiças", nomeadamente contra os processos disciplinares por falarem publicamente.

A direcção nacional da PSP, contactada pelo DN, confirma que o subsídio deixou de ser actualizado em 1989. Porém, garante que não existem constrangimentos ou restrições ao fornecimento de fardamento. "Os depósitos de fardamento (Porto, Lisboa, Regiões Autónomas) e diversos serviços de logística dos comandos distritais, fornecem mensalmente, após requisição, o equipamento desejado", informou.

A situação actual, de facto, é melhor de que há dois anos, altura em que alguns stocks quase esgotaram. A PSP abria concursos públicos para o fabrico das fardas, mas as impugnações arrastavam os processos.

Porém, o problema levantado pelos agentes é outro: andam há quase 20 anos a receber os mesmos mil escudos para subsídio de fardamento. E se uma camisa, em 1989, custava um euro, hoje custa 7,5 euros. Os 66 euros por ano que recebem não chega, sequer, para comprar uma camisa branca de cerimónia na PSP cujo preço é de 77,93. Para manterem a roupa minimamente actualizada, os polícias têm de recorrer ao endividamento.

Sendo a instituição a fornecedora dos materiais, aos agentes é permitida a aquisição das fardas a prestações. Assim, quem requisitar um sapatos pretos que custam 39 euros, mais umas calças por 42 euros, mais uma camisa por 7,5 euros, e ainda um blusão de cabedal por 200 euros, vê ultrapassado, em muito, o que iria receber de subsídio de fardamento durante um ano. Mas, a verba excedente pode ser paga em suaves prestações mensais, descontadas no ordenado, durante um período de tempo. É a própria instituição que define qual o valor de cada prestação e o período em que a dívida vai ser paga. Os mais exigentes estão constantemente com saldo negativo. Há outros que passam anos sem requisitar uma peça para a farda. Uma mulher polícia, contactada pelo DN, disse que prefere comprar os sapatos de serviço nos ciganos. "Compro-os por cinco euros e são mais confortáveis." Uns sapatos de senhora no depósito da PSP podem custar 23 euros.

António Ramos, do Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP) lembra que na União Europeia cabe às instituições fornecerem as fardas. "Até na CP isso acontece", sublinhou ao evocar um exemplo português. Para Paulo Rodrigues, da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP), o subsídio deveria acabar, e as entidades assegurar o fornecimento das fardas. O mesmo defende José Manageiro, da Associação dos Profissionais da Guarda (APG). Todos são de opinião que o actual subsídio vai dando para as meias. O ordenado de um polícia em início de carreira, recorde-se, ronda os 750 euros. O ano passado um agente foi alvo de um processo disciplinar por estar a trabalhar com as calças rotas. Disse Paulo Rodrigues: "Não basta exigir rigor no asseio, é necessário também proporcionar os meios."
Por Licínio Lima, in DN Online.

Tribunal improvisado acaba em palco de cena de violência

Condenados agridem juízes
Terminou à pancada, com agressões aos magistrados, a leitura da sentença de 18 arguidos ontem condenados pelo Tribunal de Santa Maria da Feira a penas de prisão entre os nove e dois anos e meio por tráfico de droga. O juiz presidente, António Coelho, foi atingido com um pontapé no peito e uma outra juíza ficou com cortes na cara e numa perna.
(...)
Conheça todos os pormenores nas edições de hoje dos jornais:
'Correio da Manhã'

Diário da República

Ministério das Finanças e da Administração Pública
No uso da autorização legislativa concedida pelo artigo 91.º da Lei n.º 67-A/2007, de 31 de Dezembro, altera e republica o Estatuto dos Benefícios Fiscais, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 215/89, de 1 de Julho.
Supremo Tribunal Administrativo
Uniformiza a jurisprudência sobre a interpretação do artigo 25.º do RGIT - prescrição do concurso de contra-ordenações.
Ministério da Justiça - Instituto Nacional da Propriedade Industrial, I. P.
Tabela de taxas de direitos de Propriedade Industrial 2008-2009.
Ministério Público - Procuradoria-Geral da República - Conselho Superior do Ministério Público
Colocação na situação de disponibilidade da procuradora-geral-adjunta licenciada Lucinda Maria Meirinho Filipe Rocheta Cassiano.
in DRE

quarta-feira, junho 25, 2008

Diário da República

Ministério da Justiça - Gabinete do Secretário de Estado Adjunto e da Justiça
Despacho que nomeia juízes sociais do Tribunal da Comarca da Praia da Vitória.
Ministério da Justiça - Instituto dos Registos e do Notariado, I. P.
Nomeações de conservadores.
Ministério Público - Procuradoria-Geral da República - Conselho Superior do Ministério Público
Renovação das comissões de serviço de magistrados do Ministério Público.
in DRE

terça-feira, junho 24, 2008

Diário da República

Ministério da Justiça - Direcção-Geral da Administração da Justiça
Estatuto dos funcionários de justiça, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 343/99, de 26 de Agosto.
in DRE

domingo, junho 22, 2008

Justiça & Arte - Tribunais Portugueses

"A Verdade, a Justiça e a Temperança"
Vitrais
Vão da escadaria do Tribunal Judicial de Vagos
Júlio Resende - 1972
(Fonte: Ministério da Justiça)

sábado, junho 21, 2008

Um recluso por cela

A nova legislação sobre as prisões prevê que os reclusos sejam alojados em cela individual, admitindo apenas o alojamento comum temporariamente e em caso de insuficiência.

Esta é uma das medidas do anteprojecto do Código da Execução das Penas e Medidas Privativas da Liberdade, ontem divulgado em primeira mão pelo CM, e que tem como linha principal o reforço das garantias do recluso no cumprimento das penas.

O Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP), que já emitiu parecer sobre este diploma, considera que "em tese abstracta os objectivos primordiais da reforma são positivos", mas duvida que possam ser postos em prática "face às carências humanas e materiais dos serviços".

"Quem como nós conhece as carências dos estabelecimentos prisionais, sabe que não será possível que todos os reclusos beneficiem destas condições quando o diploma entrar em vigor", avisa o SMMP, lembrando que as prisões portuguesas estão sobrelotadas. Actualmente há mais de onze mil reclusos nas cadeias portuguesas, sendo que os estabelecimentos prisionais regionais são os que apresentam maiores taxas de sobrelotação. O CM tentou obter o número de celas existentes, mas até ao fecho desta edição não foi possível.

No âmbito dos direitos, o diploma prevê ainda que o recluso possa poder impugnar judicialmente as decisões do director da prisão e permite que também os presos preventivos possam beneficiar de um regime aberto no exterior – solução que o Sindicato diz que tem de ser repensada.

(...)

Toda a notícia por Ana Luísa Nascimento, in
Correio da Manhã.

sexta-feira, junho 20, 2008

Diário da República

Ministério das Finanças e da Administração Pública
No uso da autorização legislativa concedida pelo artigo 91.º da Lei n.º 67-A/2007, de 31 de Dezembro, altera e republica o Código do Imposto sobre o Valor Acrescentado, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 394-B/84, de 26 de Dezembro, e o Regime do IVA nas Transacções Intracomunitárias, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 290/92, de 28 de Dezembro.
Ministério da Justiça
Altera a Portaria n.º 114/2008, de 6 de Fevereiro, que regula vários aspectos da tramitação electrónica dos processos judiciais.
Ministério da Justiça - Direcção-Geral da Administração da Justiça
Republicação da lista de candidatos aprovados e excluídos na prova de acesso à categoria de escrivão de direito.
Tribunal Constitucional
Julga extinto procedimento contra-ordenacional contra vários partidos políticos e condena outros partidos políticos pela prática de infracções previstas no artigo 14.º, n.º 2, da Lei n.º 56/98, de 18 de Agosto (financiamento dos partidos políticos e das campanhas eleitorais).
Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais
Preenchimento de uma vaga de juiz da Secção de Contencioso Tributário do Supremo Tribunal Administrativo e das que, no período de validade do concurso, venham a ocorrer e cujo preenchimento será ajuizado pelo Conselho em função das necessidades de serviço.
Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais
Dar sem efeito o aviso n.º 16 747/2008, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 103, de 29 de Maio de 2008, na sequência da deliberação do Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais de 7 de Maio de 2008.
in DRE

quinta-feira, junho 19, 2008

Portugal /União Europeia e os EUA – Novas Perspectivas Económicas num Contexto de Globalização

O Instituto de Direito Económico, Financeiro e Fiscal da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa - IDEFF - promove a Conferência Internacional sobre o tema Portugal/ União Europeia e os EUA - Novas Perspectivas Económicas num Contexto de Globalização.
As sessões decorrem entre os dias 23 e 27 de Junho, no Auditório da FDUL.
Fonte: PGDL

Diário da República

Assembleia da República - Conselho de Acompanhamento dos Julgados de Paz
Regulamento de avaliações de Julgados de Paz/Juízes de Paz, deliberado no Conselho de Acompanhamento dos Julgados de Paz, em 28 de Maio de 2008.
in DRE

quarta-feira, junho 18, 2008

PGR no Parlamento

"Não há ninguém impune em Portugal desde que sou procurador", afirmou hoje no Parlamento o Procurador-Geral da República. Pinto Monteiro reiterou esta ideia em resposta aos deputados da Comissão Parlamentar de Educação, que o chamaram para falar sobre a violência nas escolas.

A questão do fim da impunidade é cara a Pinto Monteiro. Durante a audiência lembrou que em tempos recebeu uma carta de um professor, afirmando que "a única lei que existe em Portugal é a lei da impunidade". E que foi esta afirmação que o levou a dizer em Março passado que era uma prioridade acabar com a violência escolar e com todos os tipos de violência e que as situações tinham de ser denunciadas. "O meu objectivo é diminuir o sentimento de impunidade. É criar a noção de que quem comete ilícitos pode ser apanhado e julgado", referiu hoje.

Para o PGR, a mediatização das suas palavras levaram a que recebesse muito mais denúncias de professores, pais e alunos das situações mais variadas ocorridas nas escolas. Apesar de não ter dados estatísticos para apresentar aos deputados, Pinto Monteiro "pensa que os casos de violência diminuiram", porque "quando há consciência, o ilícito diminui".

"Parem lá com o medo" foi a mensagem que pretendeu passar, referindo-se a que "o limite das queixas vinha do medo de represálias, do medo de desprestigiar as escolas e do medo de serem inspeccionados a nível superior". Por isso, reforçou que é importante os conselhos executivos das escolas denunciarem as situações.

Frisando que há que distinguir o que é indisciplina do que é violência, Pinto Monteiro afirmou que o ministério público não tem que punir questões disciplinares: "Longe de mim tal ideia!". Mas referiu que se um aluno partir a cabeça a um professor com uma cadeira ou lhe riscar o carro, a situação deve ser participada: "um ilícito criminal é um ilícito criminal, seja numa escola ou num café".

Esta audição inseriu-se num conjunto de trabalhos desenvolvidos pela Comissão Parlamentar de Educação sobre a violência nas escolas. Os trabalhos começaram em 2007 e terminam na próxima terça-feira com a audição da ministra da educação, Maria de Lurdes Rodrigues, no Parlamento.

in
EXPRESSO

Diário da República

Ministério da Administração Interna
Define a estrutura dos comandos territoriais de polícia e aprova as respectivas subunidades.
Tribunal Constitucional
Decide pronunciar-se pela inconstitucionalidade das normas constantes dos artigos 22.º, n.º 2, e 29.º, n.º 1, do Decreto da Assembleia da República n.º 204/X, na parte em que determinam que as competências das diversas unidades da Polícia Judiciária são estabelecidas nos termos da portaria referida no mencionado n.º 2 do artigo 22.º, por violação da reserva de acto legislativo imposta no artigo 272.º, n.º 4, da Constituição da República Portuguesa.
Conselho Superior da Magistratura
Aposentação/jubilação do juiz conselheiro Dr. Fernando Manuel Azevedo Moreira.
Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais
Lista de antiguidade dos juízes dos tribunais administrativos e fiscais de 1.ª instância reportada a 31 de Dezembro de 2003.
in DRE

terça-feira, junho 17, 2008

Diário da República

Ministério da Justiça - Direcção-Geral da Administração da Justiça
Lista do movimento extraordinário dos oficiais de justiça de 2008.
in DRE

segunda-feira, junho 16, 2008

PGR quer mais investigação

O procurador-geral da República, Pinto Monteiro, não desiste de alargar o número de Departamentos de Investigação e Acção Penal (DIAP) no País, como já defendeu na Assembleia da República, e avança agora com a proposta de criação de "departamentos comarcão", que consiste na instalação de um DIAP em cada comarca.

De acordo com o documento elaborado após a discussão do novo mapa judiciário no Conselho Superior do Ministério Público (CSMP), divulgado pela Procuradoria-Geral da República, a ideia é instalar este tipo de departamentos em todas as novas comarcas – que passam de 231 para 39 – para investigar a criminalidade de maior complexidade que não seja da exclusiva competência dos DIAP distritais (Lisboa, Porto, Coimbra e Évora).

Ao mesmo tempo, o CSMP propõe a instalação de juízos de Instrução Criminal em cada uma das 39 comarcas.

Outra das propostas de organização em relação ao Ministério Público passa por "tanto quanto possível" serem os mesmos magistrados que investigam um processo a participar nas fases de instrução e julgamento do mesmo. Segundo o CSMP, esta solução deve ser adoptada, pelo menos, nos futuros juízos de média e pequena instância criminal.

À margem das propostas apresentadas, o Ministério Público volta a criticar a revisão do mapa judiciário, designadamente no que diz respeito à concentração de poderes no juiz-presidente. "Não se compreende que, apesar do tratamento dado pela Constituição e pelas leis ordinárias do Ministério Público [...] este se veja ostracizado de quaisquer poderes/responsabilidades no domínio da gestão ou governo dos espaços e meios da Justiça", lê-se no documento.

(...)

Por Ana Luísa Nascimento, in
Correio da Manhã.

Diário da República

Ministério da Administração Interna
Estabelece o regime jurídico dos sistemas de segurança privada dos estabelecimentos de restauração ou de bebidas e revoga o Decreto-Lei n.º 263/2001, de 28 de Setembro.
Ministério da Justiça - Centro de Estudos Judiciários
Rectificação de nomes e cargos de membros dos júris das provas orais e de avaliação curricular para o concurso de acesso ao Centro de Estudos Judiciários e ao XXVII Curso Normal de Formação de Magistrados.
in DRE

sábado, junho 14, 2008

Justiça & Arte - Tribunais Portugueses

"O Trabalho do Homem"
Óleo
Passos Perdidos do Tribunal Judicial de Redondo
Espiga Pinto - 1970
(Fonte: Ministério da Justiça)

sexta-feira, junho 13, 2008

Diário da República

Presidência do Conselho de Ministros - Centro Jurídico
Rectifica o Decreto-Lei n.º 72/2008, de 16 de Abril, do Ministério das Finanças e da Administração Pública, que estabelece o regime jurídico do contrato de seguro, publicado no Diário da República, 1.ª série, n.º 75, de 16 de Abril de 2008.
Presidência do Conselho de Ministros - Centro Jurídico
Rectifica o Decreto-Lei n.º 70/2008, de 15 de Abril, da Presidência do Conselho de Ministros, que aprova a organização e o funcionamento da Comissão da Carteira Profissional de Jornalista e regulamenta o sistema de acreditação e o regime de deveres e incompatibilidades profissionais dos jornalistas, publicado no Diário da República, 1.ª série, n.º 74, de 15 de Abril de 2008.
Tribunal de Contas - Gabinete do Presidente
Nomeia juiz conselheiro além quadro do Tribunal de Contas, a título definitivo, o Prof. Doutor João Manuel Macedo Ferreira Dias.
Tribunal de Contas - Gabinete do Presidente
Nomeia juiz conselheiro além quadro do Tribunal de Contas, a título definitivo, o Dr. João Alexandre Tavares Gonçalves de Figueiredo.
Tribunal de Contas - Gabinete do Presidente
Nomeia juiz conselheiro do quadro do Tribunal de Contas, a título definitivo, Dr. Eurico Manuel Ferreira Pereira Lopes.
Tribunal de Contas - Gabinete do Presidente
Nomeia juiz conselheiro além quadro do Tribunal de Contas, em comissão permanente de serviço, o Senhor Desembargador Dr. António Augusto Pinto dos Santos Carvalho.

quinta-feira, junho 12, 2008

Diário da República

Tribunal Constitucional
Julga inconstitucional o anexo à Lei n.º 34/2004, de 29 de Julho, conjugado com os artigos 6.º a 10.º da Portaria n.º 1085-A/04, de 31 de Agosto, na parte em que impõe que o rendimento relevante para efeitos de concessão do benefício do apoio judiciário seja necessariamente determinado a partir do rendimento do agregado familiar.
in DRE

quarta-feira, junho 11, 2008

Diário da República

Ministério da Administração Interna
Aprova o modelo de boletim de alojamento e as regras de comunicação electrónica em condições de segurança, nos termos da Lei n.º 23/2007, de 4 de Julho, que aprova o regime jurídico de entrada, permanência, saída e afastamento de estrangeiros do território nacional.
Ministério da Administração Interna
Fixa o número máximo de unidades orgânicas flexíveis da Direcção Nacional da Polícia de Segurança Pública (DNPSP).
Tribunal da Relação de Évora
Designação do grupo responsável pelo projecto de informatização da jurisprudência do Tribunal da Relação de Évora.
Ministério Público - Procuradoria-Geral da República
Lista de antiguidade dos magistrados do Ministério Público, reportada a 31 de Dezembro de 2007.
Ministério Público - Procuradoria-Geral da República - Conselho Superior do Ministério Público
Renovação de destacamentos, como auxiliares, de magistrados do Ministério Público.
in DRE

terça-feira, junho 10, 2008

Justiça & Arte - Tribunais Portugueses

"O Bom e o Mau Juiz"
Díptico
Sala de Audiências do Tribunal Judicial de Montemor-o-Novo
Lima de Freitas - 1991
(Fonte: Ministério da Justiça)

segunda-feira, junho 09, 2008

Conferência Internacional - Tráfico de Mulheres no Contexto da Exploração Sexual: Cenários Luso-Brasileiros

Conferência Internacional
Tráfico de Mulheres no Contexto da Exploração Sexual: Cenários Luso-Brasileiros

12 e 13 de Junho de 2008, Sala de Seminários do CES (2º Piso)

APRESENTAÇÃO

Esta conferência tem por objetivo aprofundar o debate do tráfico de mulheres, no contexto da exploração sexual, através de uma análise comparada entre Brasil e Portugal. Privilegiando a compreensão do significado e uso de conceitos, como prostituição, tráfico, exploração sexual, trabalho, migrações e globalização neoliberal (e seus impactos nas relações sociais, de gênero, raça, etnia e classe, e no âmbito dos direitos humanos), esta Conferência, através do cruzamento de abordagens macrossociais e microssociais, propõe-se a alargar o campo analítico, incluindo a visibilidade ou invisibilidade do fenômeno e seus desafios.

A importância de discutir esta temática fundamenta-se na necessidade de responder às inquietações dos movimentos sociais e às tensões da academia como base de um diálogo construtivo que possibilite repensar os conceitos que lhe estão agregados. Trata-se de uma condição essencial para tornar cada vez mais visível a questão social que envolve o tráfico para fins de exploração sexual. À luz deste debate, serão examinados os instrumentos políticos e as normativas nacionais e internacionais, no contexto das políticas de prevenção existentes nos dois países.

Nesta conferência analisar-se-ão pesquisas, estudos e experiências visando não apenas a desconstrução de abordagens que continuam a reforçar medidas repressivas, vitimizadoras e moralistas em relação às mulheres, mas, e principalmente, verificar os limites e possibilidades de construção de processos emancipatórios.
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(Divulgação enviada pelo CES via e-mail)

Parecer CSMP - Mapa Judiciário

Fonte: PGR

Diário da República

Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional
Procede à primeira alteração ao Decreto-Lei n.º 129/2002, de 11 de Maio, que aprova o Regulamento dos Requisitos Acústicos dos Edifícios.
Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações
Regulamenta a Lei n.º 24/2007, de 18 de Julho, que define os direitos dos utentes nas vias rodoviárias classificadas como auto-estradas concessionadas, itinerários principais e itinerários complementares.
Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social
Aprova o modelo de requerimento do complemento solidário para idosos. Revoga a Portaria n.º 98-A/2006, de 1 de Fevereiro.
Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações
Regulamenta a Lei n.º 24/2007, de 18 de Julho, que define os direitos dos utentes nas vias rodoviárias classificadas como auto-estradas concessionadas, itinerários principais e itinerários complementares.
Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social
Aprova o modelo de requerimento do complemento solidário para idosos. Revoga a Portaria n.º 98-A/2006, de 1 de Fevereiro.
Ministério Público - Procuradoria-Geral da República
Movimento extraordinário de magistrados do Ministério Público.
Ministério Público - Procuradoria-Geral da República
Despacho do Procurador-Geral da República a que se refere o artigo 1.º, n.º 2, do Regulamento Interno da Procuradoria-Geral da República, publicado no DR, 2.ª série, n.º 50, de 28 de Fevereiro, e de subdelegação de poderes no Vice-Procurador-Geral da República.
in DRE

domingo, junho 08, 2008

Justiça & Arte - Tribunais Portugueses

"A Revolta do General Gomes de Sepúlveda contra os Franceses - 11Junho1808"
Óleo
Sala de Audiências do Tribunal Judicial de Mogadouro
Rui Preto Pacheco - 1956
(Fonte: Ministério da Justiça)

sábado, junho 07, 2008

Ciclo de Conferências "Direito à Cidade"

A Ad Urbem organiza a conferência "Concertação Urbanística e Perequação" proferida por Paolo Urbani, professor na Faculdade de Direito da Universidade de Roma.
O evento terá lugar no dia 18 de Junho pelas 15h.
Esta é a VI Conferência do Ciclo de Conferências “DIREITO À CIDADE. Os direitos urbanos dos cidadãos e a transformação da cidade”.
O evento decorrerá no auditório da Ordem dos Arquitectos, situada na Travessa do Carvalho, n.º 23, em Lisboa.
A entrada é livre, por razões de ordem logística solicita-se a pré-inscrição.
Contactos Ad Urbem
Telf. 218443792 Fax. 218443028 Email. adurbem@mail.telepac.pt

sexta-feira, junho 06, 2008

Diário da República

Assembleia da República
Relatório de participação de Portugal no processo de construção da União Europeia - 22.º ano - 2007.
Ministério da Administração Interna
Aprova o modelo de declaração de entrada de estrangeiros, nos termos da Lei n.º 23/2007, de 4 de Julho, que aprova o regime jurídico de entrada, permanência, saída e afastamento de estrangeiros do território nacional.
Ministério da Administração Interna
Aprova o modelo de título de viagem para os cidadãos estrangeiros residentes no País na qualidade de refugiados.
Ministério da Administração Interna
Aprova o modelo de vinheta autocolante para a concessão de prorrogação de permanência de cidadãos estrangeiros em território nacional e revoga a Portaria n.º 1025/99, de 22 de Novembro.
Ministério da Administração Interna
Aprova o modelo do documento de viagem a emitir para cidadão nacional de Estado terceiro que seja objecto de medida de expulsão e que não disponha de documento de viagem e revoga a Portaria n.º 664/99, de 18 de Agosto.
Ministério da Administração Interna
Aprova o modelo de salvo-conduto a emitir nos termos e condições previstos no artigo 26.º da Lei n.º 23/2007, de 4 de Julho, e revoga a Portaria n.º 662/99, de 18 de Agosto.
Tribunal Constitucional
Não conhece do recurso interposto ao abrigo da alínea a) do n.º 1 do artigo 70.º da LTC, por inutilidade. Não julga inconstitucionais as normas do artigo 12.º da Lei n.º 17/86, de 14 de Junho, do artigo 4.º da Lei n.º 96/2001, de 20 de Agosto, e do artigo 751.º do Código Civil (na redacção anterior ao Decreto-Lei n.º 38/2003, de 8 de Março), na interpretação segundo a qual aos privilégios imobiliários gerais conferidos por aquelas normas aos créditos dos trabalhadores emergentes do contrato individual de trabalho não é aplicável o regime do artigo 751.º do Código Civil, pelo que estes créditos não prevalecem sobre os garantidos por hipoteca.
Tribunal Constitucional
Não conhece do recurso por não ter sido suscitada durante o processo uma das questões de inconstitucionalidade, e por inutilidade do recurso quanto à outra questão de inconstitucionalidade.
in DRE

quinta-feira, junho 05, 2008

Constitucionalistas e Juízes dizem que ASAE é inconstitucional

Desde 2007 que a ASAE tem poderes semelhantes aos das outras polícias, sem que o Parlamento tenha sido ouvido. Para a juíza Maria Mata-Mouros, isto é inconstitucional.


A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica pode ser inconstitucional. A opinião dos especialistas não é unânime, mas o certo é que a recente declaração de inconstitucionalidade da nova lei orgânica da Polícia Judiciária (por não ter sido legislada, no seu conjunto, pelo Parlamento) está a colocar todos os holofotes numa outra polícia: a ASAE. Desde 2007 que esta autoridade passou a ser considerada uma polícia criminal fazendo apreensões, detenções e escutas telefónicas sem que, para isso, o Parlamento fosse ouvido. Trata-se de um caso semelhante ao da nova lei orgânica da PJ.

De facto, todas as outras entidades com poderes de policia criminal (PSP, GNR, PJ e SEF) foram matérias legisladas no Parlamento, ou com a sua autorização. Neste sentido, os juízes do Palácio Ratton negaram ao Governo a hipótese de definir certas competências da Judiciária por decreto-lei, sem passar pelos deputados. A questão está agora em saber se o mesmo problema pode ser levantado em relação ao documento que transforma a ASAE num órgão com poderes semelhantes aos de uma polícia – só este ano a ASAE deteve mais de 200 pessoas e fez apreensões de mais de onze milhões de euros.

Paulo Rangel, que já tinha levantado esta questão há vários meses, hoje mantém as dúvidas sobre a constitucionalidade desta decisão do Governo. Em Janeiro, o constitucionalista questionou a legalidade do decreto-lei que estabelece que a ASAE é um órgão de polícia criminal. “Tenho sérias dúvidas da constitucionalidade dessa qualificação por mero decreto-lei, porque investe essa polícia em poderes particularmente gravosos”. Paulo Rangel mantém a preocupação sobre esta matéria e diz estar “convencido” da sua ilegalidade. Uma posição também sustentada pela juiz Fátima Mata-Mouros, que questiona (...) se a criação da ASAE não deveria ter passado por uma lei com autorização dos deputados. O constitucionalista Bacelar Gouveia também tem sérias dúvidas sobre a hipótese de um Governo legislar sobre matérias que implicam a restrição de direitos, liberdades e garantias, sem a devida autorização legislativa. De acordo com a Constituição, quando está em causa o domínio das liberdades, o Executivo só pode legislar com autorização do Parlamento. “Estamos a falar de certo tipo de poderes de natureza policial, que implicam restrições de direitos”.

Mas a opinião não é consensual. Jorge Miranda não vê à partida qualquer incumprimento da Constituição e assegura que “a criação de polícias não é reserva de competência do Parlamento”. Para o professor da Faculdade de Direito de Lisboa, desde que a instituição em causa respeite as normas de processo penal “não vejo qualquer problema”. Uma posição partilhada pelo ex-juiz do Tribunal Constitucional, Paulo Mota Pinto: “Tenho dúvidas sobre a inconstitucionalidade porque um órgão de polícia criminal é uma noção processual penal e não uma polícia”. Resta saber se, ‘a posteriori’, vai ou não ser pedida a verificação da constitucionalidade da ASAE. Para isso basta que o Presidente da República, o presidente do Parlamento, o primeiro-ministro ou 23 deputados, entre outros, o requeiram ao Tribunal Constitucional


Antes

- A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) foi criada em 2005 e resulta da extinção de entidades responsáveis pela fiscalização da qualidade alimentar e inspecção das actividades económicas.

- Para relançar a política de defesa dos consumidores, o Governo deu à ASAE poderes para avaliar os riscos na cadeia alimentar e fiscalizar as actividades económicas a partir da produção e em estabelecimentos industriais ou comerciais. Funções antes dispersas por vários serviços e organismos.


Agora

- Em 2007, o Governo aprovou um novo decreto-lei. Embora tenha mantido as atribuições gerais, a ASAE sofreu alguns reajustamentos.

- Uma das alterações com maior impacto foi a transformação da ASAE num órgão com poderes de autoridade, ou seja um órgão de polícia criminal. Como tal pode fazer buscas, apreensões e escutas telefónicas, desde que autorizadas por uma autoridade judiciária. O mesmo acontece com as restantes polícias.

Por Susana Represas, in
Diário Económico

Oficiais de Justiça - Greve - Serviços Mínimos

Divulga-se o Ofício - Circular nº 40/2008 da Direcção-Geral da Administração da Justiça, relativo a serviços mínimos em perído de greve e designação dos respectivos funcionários.
Fonte: DGAJ

Diário da República

Assembleia da República
Estabelece medidas de natureza preventiva e repressiva de combate ao branqueamento de vantagens de proveniência ilícita e ao financiamento do terrorismo, transpondo para a ordem jurídica interna as Directivas n.os 2005/60/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 26 de Outubro, e 2006/70/CE, da Comissão, de 1 de Agosto, relativas à prevenção da utilização do sistema financeiro e das actividades e profissões especialmente designadas para efeitos de branqueamento de capitais e de financiamento do terrorismo, procede à segunda alteração à Lei n.º 52/2003, de 22 de Agosto, e revoga a Lei n.º 11/2004, de 27 de Março.
Supremo Tribunal de Justiça
Lista de antiguidade do pessoal do quadro do Supremo Tribunal de Justiça com referência a 31 de Dezembro de 2005.
Tribunal Constitucional
Não julga verificada a prescrição de procedimentos disciplinares relativamente a três militantes do Partido Socialista e declara nula a deliberação que determinou a expulsão dos referidos militantes.
Tribunal Constitucional
Não julga inconstitucionais as normas do Regulamento da Taxa pela Realização de Infra-Estruturas Urbanísticas do Município de Lisboa, aprovado em 11 de Julho de 1991, na redacção constante do edital n.º 122/95 e que prevêem a taxa municipal pela realização de infra-estruturas urbanísticas.
Tribunal de Contas - Gabinete do Presidente
Nomeia juízes conselheiros do quadro do Tribunal de Contas os actuais juízes conselheiros além quadro Prof. Doutor José Manuel Monteiro da Silva, Dr. Raul Jorge Correia Esteves e Dr.ª Helena Maria Mateus de Vasconcelos Abreu Lopes.
Supremo Tribunal de Justiça
Lista de antiguidade do pessoal do quadro do Supremo Tribunal de Justiça com referência a 31 de Dezembro de 2005.
Tribunal Constitucional
Não julga verificada a prescrição de procedimentos disciplinares relativamente a três militantes do Partido Socialista e declara nula a deliberação que determinou a expulsão dos referidos militantes.
Tribunal Constitucional
Não julga inconstitucionais as normas do Regulamento da Taxa pela Realização de Infra-Estruturas Urbanísticas do Município de Lisboa, aprovado em 11 de Julho de 1991, na redacção constante do edital n.º 122/95 e que prevêem a taxa municipal pela realização de infra-estruturas urbanísticas.
Tribunal de Contas - Gabinete do Presidente
Nomeia juízes conselheiros do quadro do Tribunal de Contas os actuais juízes conselheiros além quadro Prof. Doutor José Manuel Monteiro da Silva, Dr. Raul Jorge Correia Esteves e Dr.ª Helena Maria Mateus de Vasconcelos Abreu Lopes.
in DRE

quarta-feira, junho 04, 2008

Victim & Mediation


Fonte: PGR e APAV

Metade dos abusos em família praticados pelo pai

A Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e o Instituto de Medicina Legal do Porto chegaram à conclusão de que dos casos de abuso sexual de menores analisados entre 1997 e 2004, 34,9% ocorrem no seio da família e, destes, 6% são praticados pelo padrastro da vítima

Entre 1997 e 2004 houve 1141 casos de violência

Mais de metade das crianças vítimas de agressão sexual no seio familiar é abusada pelo pai ou padrasto. Esta é a conclusão de um estudo da responsabilidade de Francisco Taveira, investigador da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), divulgado pela Lusa.

Os dados foram recolhidos na delegação Norte do Instituto de Medicina Legal (IML), entre 1997 e 2004. Dos 1141 casos recolhidos foram analisados 77%, dos quais 34,9% dizem respeito a abusos intrafamiliares. Neste tipo de agressões, 45% são vítimas do próprio pai e 6% do padrasto.

A coordenadora da investigação, Teresa Magalhães, directora do IML/Porto, explica ao DN que o objectivo foi caracterizar o abuso sexual de crianças e jovens no contexto intra e extrafamiliar, de forma a perceber as diferenças entre as duas situações. As agressões analisadas dizem respeito a crianças entre os zero e os 17 anos.

"Foi um trabalho retrospectivo, mas não podemos traçar um perfil do agressor. Sabemos que é homem, uma vez que só registámos um caso de uma mulher agressora", esclarece Teresa Magalhães. "Outro dado que ficou claro é que os abusadores têm normalmente um passado sexual desviante", acrescenta a directora do IML/Porto.

Para esta responsável, torna-se necessária a criação de estruturas que ajudem os agressores a resolver o seu passado e a reconhecer o crime que cometeram. Também os investigadores defenderam, em declarações à Lusa, que "uma melhor compreensão das características dos diferentes tipos de abuso permite melhorar a detecção dos casos e encaminhar, tratar e proteger as vítimas de forma mais adequada".

Nos casos de abusos intrafamiliar, os investigadores verificaram que a vítima é mais nova, os abusos são menos intrusivos, mas as práticas são mais repetidas e muito difíceis de detectar e diagnosticar. Enquanto as crianças agredidas por indivíduos exteriores à família sofrem abusos mais violentos, mas com menor frequência.

"Os casos extrafamiliares são detectados e travados mais precocemente", adiantam os investigadores. Mesmo quando o abusador é exterior à família, em 65% dos casos é uma pessoa conhecida da vítima.

"As agressões não têm normalmente testemunhas", explica Teresa Magalhães. Depois, "como este tipo de abusos não deixa lesões físicas que necessitem de cuidados médicos, quando a vítima chega até nós [IML], quase não tem vestígios", acrescenta a responsável. Assim, "torna-se necessário que o testemunho das crianças seja mais valorizado", defende a coordenadora do estudo Teresa Magalhães.

Por Ana Bela Ferreira, in
DN Online

terça-feira, junho 03, 2008

Pinto Monteiro: "Juízes devem (só) julgar"

(...)

"A investigação criminal está bem como está", dirigida pelo Ministério Público, afirmou Pinto Monteiro, em breves declarações aos jornalistas, no final de um longo debate sobre o estado da Justiça em Portugal, promovido pela Universidade Lusíada.

"Os juízes devem julgar, não investigar", frisou Pinto Monteiro. O debate, que se prolongou por cerca de três horas, ficou também marcado por acusações do bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, sobre uma alegada prepotência dos juízes nos tribunais.

"Em 41 anos de magistratura, nunca tive problemas com advogados", desvalorizou o PGR, defendendo que "a tendência para invadir as competências dos outros é uma questão civilizacional".

Durante o debate, o bastonário dos advogados defendeu que "a Justiça não tem donos, mas servidores", frisando que "o prestígio e o respeito não se impõem por decreto, mas pela forma como se exercem as competências". "Os juízes não se podem equiparar a reis, são servidores da Justiça como os outros, doa a quem doer", frisou. O bastonário criticou, também, o que considerou serem os "demasiados poderes" do Conselho Superior da Magistratura (CSM), presidido por inerência de funções pelo presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), Noronha do Nascimento, também presente no debate e que rejeitou as acusações de Marinho Pinto, ironizando: "Um dia ainda vou ser o homem mais poderoso do país".

O novo modelo de gestão dos tribunais (mapa judiciário) proposto pelo Governo, que prevê a figura do juiz presidente, também foi criticado por Marinho Pinto, para quem seria preferível a existência de "um órgão de gestão", onde estivessem representados todos os profissionais envolvidos no tribunal. Esta questão também suscitou comentários irónicos de Noronha do Nascimento, que propôs que "esse modelo (do órgão de gestão)" seja adoptado pela Ordem dos Advogados.

Na resposta, o bastonário recordou que a Ordem "não é um órgão de soberania, pago por todos os contribuintes". Marinho Pinto abordou também a actual situação da advocacia em Portugal, considerando que não é possível que continuem a entrar no mercado de trabalho todos os anos cerca de 3000 novos advogados.

in
Jornal de Notícias.

segunda-feira, junho 02, 2008

Diário da República

Assembleia da República
Segunda alteração à Lei n.º 23/96, de 26 de Julho, que cria no ordenamento jurídico alguns mecanismos destinados a proteger o utente de serviços públicos essenciais.
Ministério da Justiça
Primeira alteração ao Decreto-Lei n.º 303/98, de 7 de Outubro, que regula o regime de custas no Tribunal Constitucional.
Conselho Superior da Magistratura
Aditamento ao aviso para o movimento judicial ordinário de Julho de 2008.
in DRE

domingo, junho 01, 2008

Seminário: 'European Criminal Justice, is it a utopia?' – Barcelona 2 a 4 de Julho 2008.

Para divulgação, chega-nos através da PGR informação sobre o evento.
Todos os detalhes, entre os quais programa e ficha de inscrição, acessíveis no sítio da EJTN, em www.ejtn.net.
Fonte: PGDL

Colóquio - 5 de Junho de 2008 - Salão Nobre do STJ


A eficácia do sistema de justiça e o desenvolvimento económico e social - a perspectiva das empresas, dos trabalhadores e dos cidadãos.
Consulte aqui o Programa
Fonte: STJ