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quarta-feira, outubro 15, 2008

MJ - Rectificação à notícia publicada no Correio da Manhã sobre a Rede Judiciária Europeia

"1. A Direcção – Geral de Politica da Justiça (DGPJ) foi contactada pelo Dr. Euclides Dâmaso, Procurador-Geral Adjunto do DIAP de Coimbra, no sentido de custear a sua (e apenas a sua) deslocação à sessão comemorativa do 10.º aniversário da Rede Judiciária Europeia, a realizar no Funchal/Madeira, no dia 13 de Outubro do corrente ano.

A resposta, negativa, da DGPJ foi transmitida por telefone, ainda antes do dia 1 de Outubro, aquando do primeiro contacto informal dirigido a este serviço relativamente ao solicitado.

2. Posteriormente foi enviado para a DGPJ um fax com o mesmo pedido e, por telefone novamente, foi comunicada a impossibilidade de custear, no caso desta reunião em concreto, a deslocação em causa. Desta vez a informação foi prestada ao Sr. Secretário – Geral da Procuradoria - Geral da República.

Não obstante estes anteriores contactos, a resposta da Direcção-Geral, por escrito, foi também remetida por fax da DGPJ, dia 9.10.2008, ao Senhor Procurador-Geral Adjunto Euclides Dâmaso Simões.

3. Por razões de contenção orçamental, a DGPJ tem reduzido o número de deslocações internacionais, quer dos seus técnicos, quer de peritos externos em todos os fora internacionais, dando - se prioridade às reuniões que implicam discussão substantiva - negociações de instrumentos jurídicos de fonte internacional ou debate sobre implementação dos mesmos - sendo limitada ou mesmo eliminada a participação em seminários, conferências e eventos similares.

4. A DGPJ continuará a assegurar o pagamento das despesas relativas a participações nas reuniões plenárias e com carácter substantivo da Rede Judiciária Europeia, sendo expectável a realização de reunião dessa natureza ainda sob Presidência Francesa, ou seja, até final do corrente ano.


Lisboa, 14 de Outubro de 2008

Gabinete de Imprensa do Ministério da Justiça"
Fonte: MJ

terça-feira, outubro 14, 2008

10º Aniversário RJE

Procuradores portugueses ausentes por contenção orçamental

A existência de uma base de dados comum na qual os procuradores e juízes dos 27 Estados membros possam recorrer sempre que necessitem de um contacto imediato com outras jurisdições em casos de crime organizado e transnacional é o mote da Rede Judiciária Europeia que ontem comemorou, no Funchal, 10 anos de existência.

Uma estrutura composta por 400 procuradores e juízes da União Europeia que funciona através de 'pontos de contacto' que auxiliam em matéria de cooperação além-fronteiras.

Segundo o que o vice-procurador Geral da República, Mário Dias Gomes, explicou ao DN, em causa está a criminalidade organizada que ultrapasse fronteiras. Que pode ir desde o crime de branqueamento de capitais, terrorismo, desvio de dinheiro, ou ainda redes de pedofilia. Só a Procuradoria-geral da República (PGR) portuguesa recebe milhares de pedidos de ajuda de jurisdições europeias em questões como uma simples inquirição de testemunha de nacionalidade portuguesa para processos a decorrer noutra jurisdição.

Apesar de a Madeira ter sido a anfitriã da cerimónia, as ausências nacionais foram notadas. O Procurador-geral da República, Pinto Monteiro, que se encontrava em visita oficial a Moçambique, fez-se representar pelo seu número dois. E os representantes dos 'pontos de contacto' portugueses - dos quatro Departamentos de Investigação e Acção Penal, do Departamento Central de Investigação e Acção Penal e da PGR - não estiveram representados. Euclides Dâmaso, director do DIAP de Coimbra, tinha-se disponibilizado para comparecer mas, à última hora, foi informado que o Ministério da Justiça não iria ter a verba disponibilizada para a viagem até ao Funchal.

Contenções orçamentais à parte, a sessão contou com a presença de representantes de todos os tribunais penais internacionais, do Tribunal das Comunidades, das redes judiciárias, do presidente da Região Autónoma da Madeira, Alberto João Jardim, e do Ministro da Justiça, Alberto Costa. Alberto João Jardim, defendeu a separação dos poderes do Estado e a construção de um espaço europeu em que a Justiça
"não esteja rigorosamente politizada ".

Consolidar a cooperação com as outras redes judiciárias internacionais foi um dos objectivos traçados pela secretária-geral, Fátima Martins. "Portugal e em especial a Madeira são periféricos relativamente à Europa, mas não o são relativamente ao mundo". O Ministro da Justiça e o vice- PGR revelaram um discurso semelhante, ao enaltecer a actividade desta rede mas advertindo que o "seu significado tem de ir na direcção dos cidadãos que devem ser os beneficiários últimos dos resultados", defendeu Alberto Costa que encerrou a sessão.

in DN Online.